Notícias 2016

Desafios da gestão nas entidades hospitalares

No segundo dia do 9º Seminário Femipa, na Sala Temática sobre Gestão Hospitalar, a primeira palestra da manhã teve como tema “Os impactos da gestão desorganizada para o hospital”. O assunto foi explorado por Márcia Blanski, diretora do Hospital São Vicente – FUNEF.

Márcia fez uma análise do cenário nacional dos hospitais filantrópicos, mostrando que, atualmente, esse setor representa 50,3% do total de internações e 38% do total de leitos do SUS, ou seja, suporta o sistema de forma intensa. E isso, obviamente, tem um custo muito elevado, mesmo porque, diferente de entidades públicas e particulares – com fins lucrativos, o segmento filantrópico realiza atendimentos de alta complexidade.

Embora a maior parte dos atendimentos sejam vinculados ao SUS, alguns filantrópicos também mantêm convênios com operadoras de planos de saúde. Porém, com o alto índice de desemprego, os brasileiros estão perdendo a adesão aos planos, e isso tem refletido diretamente nos hospitais, principalmente no número de atendimentos e no lucro líquido.

A partir desse panorama, Márcia debateu os indicadores de gestão de serviços de saúde e chamou atenção para os impactos que a falta de organização pode gerar em todos os setores do hospital. “Se hoje para uma instituição organizada já está difícil se manter no mercado, imagine para aquela que está sob uma gestão desorganizada. Nossa eficiência tem que ser muito maior agora, do que há alguns anos”, frisou.

Diante da complexidade da administração hospitalar, e apresentando alguns aspectos da gestão financeira, de qualidade, de pessoas e de logística hospitalar, a palestrante convidou os participantes a repensarem na gestão de custos de seus hospitais. “Eu acredito muito nisso, que o mal da saúde não é somente falta de verba. É, também, falta de verba. Mas a gestão colabora, e muito, para o bem ou para o mal da saúde”, constatou.

Por Carlla Fermino – Assessoria de Comunicação Femipa

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