Notícias 2014

Como envolver a comunidade para captar recursos

Mário Bosso, assessor de Relações Institucionais do Hospital Erasto Gaertner, foi outro participante da sala temática Gerenciamento de projetos para captação de recursos. Em sua apresentação, ele focou no envolvimento da comunidade. “Sem o envolvimento das pessoas é difícil chegar onde queremos”, afirmou.

Para chegar às pessoas físicas o hospital usa telemarketing, carta-resposta, voluntários, visita ao hospital, internet, captação de recursos de herança que não têm destinação, produtos próprios, eventos, campanhas, produção de catálogos e mídia.

Já para as pessoas jurídicas, a instituição os divide entre patrocinadores (com recursos para cobrir as despesas da campanha), apoiadores (apoia a campanha com as suas possibilidades), doações de bens materiais e serviços (mão de obra e produtos, reduzindo custos da campanha) e aqueles que fazem o marketing vinculado (associação da campanha a um produto ou serviço produzido pela empresa). “Podem ser desenvolvidas ações como visita pessoal, vídeo institucional, relatórios, correspondência, email marketing, eventos patrocinados e de reconhecimento da marca. Afina, quem não é visto não é lembrado. Temos que pedir”, afirmou.

Como contrapartida das doações é preciso oferecer algo que agregue valor à marca da empresa como competência do hospital, qualidade, confiança dos serviços prestados. Além disso, ele ressaltou a importância de prestar contas do que foi realizado e os resultados alcançados.

Bosso afirmou que para planejar a campanha é preciso pensar a estratégia, desenvolver uma campanha simples, usar a criatividade, criar mensagens de campanha (slogan, frases de impacto, personagens) e identidade visual (arte gráfica, folders, adesivos, banners, outdoors). “Para o sucesso da campanha também é importante envolver toda a equipe interna”, orientou.

Outras dicas apresentadas pelo assessor seriam fechar parceria com veículos de comunicação, fazer mídia digital (site, email, Facebook, Twitter, Linkedin, chats), WhatsApp, mensagens e telemarketing.

Bosso também lembrou de outras estratégias para a desenvolver uma campanha: eventos beneficentes, doações de materiais, datas comemorativas. “Para isso é preciso ter recursos humanos próprios, contar com telemarketing, marketing social (que desenvolve projetos sociais apresentados aos empresários) e um consultor social para fazer o relacionamento com a sociedade com maior poder aquisitivo, que pode ser uma pessoa com bom relacionamento de dentro do próprio hospital”, exemplificou.

Há ainda, segundo Bosso, a possibilidade de criação de projetos especiais como os voltados para captação de recursos por via de renúncia fiscal de empresas, que precisam se apresentados com bastante antecedência. Entre os financiadores nas áreas da saúde estão Fundação W.K.Kellog, Petrobras, Levi Strauss, Instituto Cultural Alcoa, Instituto Credicard.

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